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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sempre

Recebi este vídeo pela internet, postei a letra e o vídeo.
Que vocês possam ser abençoados com esta linda canção de gratidão a Deus,

Você sabe que eu tive alguns dias solitário
Eu cometi erros e tive que pagar
Eu tinha alguns amigos que foram embora
Exatamente como mamãe disse
Mas há alguém cujo amor é real
Que se importa como eu me sinto
Cada dor, qualquer corrida, cada mancha
Há paz quando eu chamo seu nome

Jesus, você é tudo para mim
A cruz, você passou por aquilo só para mim
Então, qualquer lugar que você me leve
Eu te prometo
Eu passarei para sempre com você

Ninguém consegue tocar meu coração como você
Ou fazer-me sorrir como você faz
Eu finalmente encontrei alguém
Que realmente me ama
E quando minha força foi e voltou
Sua vida em mim me fez mais forte
Sua mão é o lugar que o meu coração pertence
Você levou toda minha dor
E apagou cada mancha

Jesus toda minha vida mudou
Desde aquele dia que eu clamei seu nome
Por todas vezes que você me salvou
Eu te prometo
Eu passarei para sempre com você

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Despedida de Nancy Iriarte (Ex-esposa de Hugo Chaves)



Por Rô Moreira 

"O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem".

Ao viver na prática do cristianismo, o homem tem como resultado o poder do evangelho em sua vida, e assim, ele vivência a paz, o amor, a justiça e a segurança, sem se preocupar com ideologias meramente humanas.

Todos sabem que o Evangelho tem poder, e nós, não precisamos de ideologia alguma para acabar com as injustiças sociais, como disse muito bem o pastor Jonas Silva: "E que justiça social não implica em adoção de pensamentos políticos castradores, e sim, simplesmente viver o Evangelho de Cristo que é libertário em sua essência". Já o comentarista Non, disse: "Ser cristão está acima de qualquer simpatia ideológica".Precisamos apenas do Evangelho que transforma o homem e toda sociedade.

Peço a vocês leitores e pastores admiradores da ideologia de Marx, e que já estiveram aqui neste blog defendendo-a: Admitem serem socialistas, mas não misturem isso com Reino de Deus. Não sejam ingênuos. Vocês sabem que os conceitos marxistas não tem nada haver com a escritura, não sejam doutrinados por estes discursos, defendam os princípios bíblicos, não se liguem no falso cristianismo pregado pela esquerda.

É preocupante ver como uma corrente ideológica tenta constantemente alterar as doutrinas Bíblicas com a desculpa de promover uma revolução social que possa ter uma grande influência no meio cristão. O relativismo tem elevado uma boa parte das filosofias contemporâneas, afirmando que o homem não é capaz de conhecer a verdade. E, por conseguinte, não poderia ter valores éticos. Sendo assim, acaba aceitando como única referencia a opinião da maioria, no entanto, a história demonstra o quão destrutiva podem ser a maioria, como no caso das ditaduras impostas pelo nazismo e marxismo.
Estava lendo uma carta de despedida de Nancy Iriarte Díaz ( sua ex-esposa) a Hugo Chávez, que foi publicada em 9 de agosto de 2011, num dos jornais venezuelanos de maior circulação no país: o “El Universal.

Nada a acrescentar… Muito duro. Merecido? Imerecido??? Só Deus sabe; o certo desta mensagem é que ela vai nos fazer pensar, e isso nos ajuda, para que eventualmente possamos aplicá-la em nossas vidas. Só depois de lê-lo saberemos dar ao texto a interpretação que julgarmos a mais adequada.

Leiam a carta abaixo na íntegra:

Despedida de nacy Iriarte (Ex-esposa de Hugo Chaves)

Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:
Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal… Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu "ciclo vital" se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado… Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?… Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces… Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil… Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida?

Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário… imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura… Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham… Sentes a presença deles no quarto?

Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade que nos torna mais humanos.

Nancy Iriarte Díaz
Recebi por e-mail


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TRIBO KIMYAL FESTEJANDO COM A CHEGADA DA BÍBLIA

Tribo Kimyal festejando com a chegada da biblia traduzida na lingua deles. Traducao feita pela missionaria Rosa Kidd atravez de um plano de Deus colocado em seu coracao. Atravez de muitas duvidas sobre o plano de Deus e 15 anos de trabalho aprendendo a lingua, a traducao se completou em marco de 2010.

Kimyal se encontra em Korupun, no oeste de Papua, a tribo tem mais ou menos 4 mil habitantes onde 98%(3.920 pessoas) falam apenas a lingua nativa de Kimyal.

Enquanto muitos paises rejeitam a palavra de Deus, nao creem, fazem piadas, e ridicularizam as historias da biblia em TV aberta, Deus leva a Sua palavra para aqueles que humildemente a recebem.

Assim como Jesus disse:"Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele.Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?"(Joao 5: 46,47)


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Àqueles que nos doaram conhecimento



Hoje recebi mais um daqueles e-mails “prontos” indignados com a condição dos professores de escola pública!

O autor do e-mail deve ter sido ovacionado por aqueles que escolheram essa profissão acreditando, talvez, que algo mudaria e eles viriam ganhar algum dinheiro, além de que constatariam o fato mais surpreendente na história da humanidade contemporânea, ou seja, o fim dos “alunos” marginais e o interesse dos governos no aprendizado por parte da população que os elegerá no futuro!


Falemos do ganhar dinheiro: Eu sei que só tenho 43 anos de idade e por isso, provavelmente, eu desconheça a existência de algum professor que tenha ficado rico a partir do seu salário;Na Antiguidade os professores eram bastante valorizados! Tanto que eram escravos cultos, comprados por alto preço para esse fim, ou servos obstinados a transmitirem seu conhecimento a futuros reis ou governantes...

Você que está lendo já ouviu ou leu algo acerca de algum professor que tenha ficado rico à custa do salário? Eu sei que não.Concluímos que essa não é uma profissão para quem deseja enriquecer e eu estou mencionando o verbo transitivo enriquecer pelo fato de que o autor do e-mail que gerou esse texto o tenha usado de forma irônica, mas eu o faço de forma racional.“Alunos” marginais já transitavam nas salas de aula há séculos, mas era minoria e eram tratados como casos relacionados com a segurança pública.

No Brasil temos o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – que protege esses bandidos; foi criado em 1990 e não por acaso foi o divisor de águas no sentido de legalizar o banditismo infanto juvenil.

Meu primeiro emprego foi aos nove anos de idade (quase dez). Eu me sentia super importante como auxiliar de pintor mecânico! A minha mãe, a dona Bernadete, me olhava toda orgulhosa quando eu chegava em casa com a roupa encardida, cansado, mas cheio de novidades para contar: “- Caraca, mãe! Hoje eu ganhei um dinheiro extra trocando o pára-choques de um carro de um ricaço! Ele me deu quase o valor do meu salário da semana! Olha só!”

Eu nem precisava trabalhar, mas a minha família entendia que para que uma criança respeitasse um profissional ela deveria aprender uma profissão logo cedo, ainda que não fosse exercê-la no futuro, porque só é capaz de respeitar um trabalhador quem é trabalhador e eu tinha e ainda tenho um respeito enorme por todos os profissionais que se dispuseram a dividir comigo a maior riqueza que eles tinham, ou seja, seu conhecimento!O ECA decretou a vagabundagem juvenil!

Misturou (ou confundiu) trabalho escravo com trabalho digno e necessário para a formação e valorização da pessoa!Hoje a ociosidade faz com que sobre tempo para maquinar o mal.Os videogames ensinam de tudo um pouco; a televisão...

Eu jamais entraria numa sala de aulas para arriscar a minha vida e na melhor das hipóteses, a minha saúde, pois os consultórios psiquiátricos estão abarrotados de professores e não é por causa do salário, mas por causa do inferno que é uma sala de aulas!Quando vou a uma escola pública, na condição de palestrante, não saio sem comparar aquele recinto com um manicômio!

Em relação aos governantes do planeta - e sua Nova Ordem Mundial - desejarem que seus eleitores de agora e do futuro sejam incapazes de entender o que é caráter, honestidade e ética, além de patriotismo, bem como a importância dessas qualidades em um ser pensante, tem motivação óbvia e desnecessário se faz tecer qualquer comentário a respeito...

Onde está a Disciplina Educação Moral e Cívica? Ah! Era coisa dos militares... Não precisamos mais disso em nossas escolas “democráticas”.Ser professor está muito acima de ser um profissional! É missão! Sou Missionário proselitista e estou em extinção da mesma forma que estão em extinção verdadeiros professores! Hoje o nome que se dá é “Educador”!

O que é um educador? Minha mãe era a minha educadora e ainda hoje a consulto quando preciso tomar alguma decisão difícil! Então se a pessoa é educadora e não é pai ou mãe do educando é babá!Qual o piso salarial de uma babá? R$ 622,00 (seiscentos e vinte e dois reais)? Ora! Uma babá geralmente é contratada para cuidar de uma criança ou quando muito de duas ou três!

É uma profissional exclusiva! Quanto ganha um professor exclusivo? Já dei aulas particulares e cobrava muito caro para isso! Tente imaginar uma babá para quarenta adolescentes ou crianças! Não. Professor não é educador. É mestre! Mas como dizemos no Surf: existem os profissionais e os de alma!

Ser professor é acima de tudo ser um bravo e eu, embora tenha muito conhecimento e formação para tanto, me considero incapaz de exercer essa Missão numa sala de aulas, a não ser com uma escolta policial que não seja corrupta. 

Onde eu acharia uma escola que fornecesse escolta policial? E ainda por cima não poderia ser corrupta!

Sei.Minha solidariedade e homenagem a esses bravos de giz e apagador nas mãos!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Deus do Impossível


Amados recebi esta mensagem do irmão Fábio Ferreira e estou compartilhando neste post.
...“ Alegrem-se JESUS nasceu, par nos dar uma nova  vida !!!, Deus tem novos horizontes, todos os cativeiros serão quebrados e a unção despedaçara o jugo!
Tudo se renovará e se fortalecerá em sua caminhada de fé, suas forças, suas esperanças, seus sonhos, seus sentimentos, sua disposição, sua vida espiritual, sua vida familiar, seu ânimo, seu sorriso, suas finanças; enfim tudo será renovado e fortalecido pela maravilhosa graça do Senhor!
Novas vitórias serão alcançadas!
Novos milagres se realizarão!
A paz reinará em seu lar e em sua vida como antes!
Curas se concretizarão!
Tristezas serão transformadas em alegrias!
Lágrimas se converterão em sorrisos!
Tudo isso pela visitação do Senhor. “...

Muitas vezes passamos por dificuldades enormes, e só continuamos por que temos fé naquele quer veio ao mundo para nos redimir, salvar e libertar, e tendo a certeza infalível que nunca nos abandonará.
Ao ler esta mensagem comecei a lembrar dos últimos três anos da minha vida, quantas dificuldades, barreiras enormes que só estão sendo vencidas pela maravilhosa graça de Jesus; e neste instante em minha mente uma música  O Deus do Impossível do Ministério Apacentar ao qual postei  o vídeo.
Que nós possamos a cada dia sermos agradecidos por tudo que Jesus tem operado em nós através da sua mão que  nos sustenta a cada instante das nossas vidas.

Esta é a minha oração, amém.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Obra que Dary Ribeiro Desafia o Brasil

Arlindenor Pedro*


No ano de 1995, o professor Darcy Ribeiro conseguiu concluir e publicar a obra que mais desejava mostrar ao mundo: o livro “O Povo Brasileiro: a Formação e o Sentido do Brasil”.

Na verdade, Darcy passou a maior parte de sua vida almejando escrevê-lo. Por duas vezes na sua conturbada vida de antropólogo, indigenista, filósofo, educador, escritor e político, tentou concluí-lo, sendo sempre afastado do epílogo pelas batalhas em que sempre se envolveu. Só o fez, quando sentiu que tinha pela frente um inimigo que não podia vencer – a morte, que o rondava desde muito, mas que sempre adiava sua cartada final, pois ele a convencia de que ainda não era hora. Parece que houve um acordo final, nesse jogo de xadrez bergmaniano. Tomou a forma de uma pequena trégua. Após escapar do CTI de um hospital, de quase ninguém acreditava que saísse vivo, Darcy encontrou forças do fundo do seu ser, exilou-se em Maricá e legou à posteridade essa obra – talvez a mais magistral de todas, da robusta lista de criações originais que fez sobre o nosso Brasil.

Em 2005, um documentário em linguagem televisiva procurou popularizar as ideias contidas no livro. Produzido pela Fundação Darcy Ribeiro, TV Cultura e GNT, dirigido por Isa Ferraz e materializado (em 2 DVDs), sugere estabelecer contato com o Brasil fantástico de Darcy e com o que significamos, segundo ele, como participantes da grande história universal.
Darcy parte de uma pergunta que o atormentou por toda a vida. Por que, a despeito de todas as condições favoráveis, o Brasil ainda não deu certo? Para superarmos o que nos amarrava, ele acreditava, era imperioso saber quem somos, qual a gênese de nossa formação e no que ela resultou. Nesse sentido, a idéia de lançar o conteúdo do livro em linguagem televisiva foi perfeita.

Sabemos que a sociedade contemporânea é da televisão. Ela está presente em todos os lugares e influencia fortemente o comportamento do cidadão no seu dia-a-dia. Acompanha-o quando acorda; nos ônibus e carros com que se desloca ao trabalho; nos restaurantes onde come e na sala de espera de seu médico ou dentista; no celular e na Internet; em casa, à noite, dividindo tempo precioso com a família. Ao empregá-la, as classes dominantes procuram manter os cidadãos amorfos, sem uma concepção de mundo própria. Na disputa pelo poder de Estado, ela constrói vitórias e derrotas eleitorais. Tornou-se um clássica, por exemplo, a manipulação promovida pelo Jornal Nacional nas eleições presidenciais de 1989, após o debate entre Collor e Lula, distorcendo a imagem do último a ponto de evitar sua provável vitória nas urnas.
Mas o uso apropriado de veículos como a TV também pode produzir resultados excepcionais, difundindo vastamente certas ideias, como já nos dizia Rossellini, com seu cinema pedagógico. Mostrar ao brasileiro a sua cara, através de um documentário baseado na obra de Darcy Ribeiro, é a estratégia mais correta para despertar as ideias contidas em seu livro, libertando-as do campo meramente acadêmico, em que poucos irão entendê-lo e lançando-as à população. Muito de acordo, aliás, com as concepções do próprio autor.
Embora doutor honoris causa pela Sorbonne, plenamente reconhecido em grandes universidades; criador, ele próprio da Universidade de Brasília, ministro da Educação no governo João Goulart e autor de livros ediados em vários idiomas, Darcy não foi uma unanimidade (se é que isto existe realmente) na academia. Sua história de “fazedor” desenvolve-se plenamente no campo, na ação da prática de vida-vivida, segundo o axioma marxista de que “os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras, mas o que importa é transformá-lo” (Karl Marx, in Teses sobre Feuerbach). Por suas atitudes, colecionou muitos seguidores, mas também muitos opositores.

Darcy faz parte da galeria de grandes intelectuais, que pensaram o Brasil e desenvolveram, no pós-II Guerra Mundial, teses para nossa consolidação como uma das grandes nações do mundo. O grupo inclui Florestan Fernandes e a chamada Escola Paulista de Sociologia; intelectuais oriundos dos partidos de esquerda – comunistas, socialistas, e outros; economistas da escola cepalina, que influenciaram governos como os de Vargas, Juscelino, Jânio e João Goulart.

Profundo conhecedor do interior Brasil, principalmente pela estreita ligação com o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), do Marechal Rondon, e com os indigenistas da época, como os irmãos Villas Boas, Darcy destacou-se pelos seus valiosos estudos sobre etnias indígenas brasileiras. Passou a ter dimensão nacional quando se aproximou do professor Anízio Teixeira e os educadores da “Nova Escola”, incorporando aos seus estudos a questão educacional no Brasil.

Suas formulações teóricas sempre estiveram ligadas a uma prática política com um conteúdo ideológico definido: ele partia da concepção de que na raiz de um pensamento existem sempre interesses de classes, que determinam a sua essência. Darcy escolheu um lado, e este foi sempre o dos despossuídos, tendo grande capacidade de se colocar na posição do outro e de fazer do interesse do outro o seu problema.
Por suas ideias e ações políticas – exerceu, por exemplo, importante influência no governo João Goulart – granjeou muitos inimigos. Por isso, foi obrigado ao exílio, após o golpe de Estado de 1964.
Mas jamais deixou de produzir. Em 1968, lançou O Processo Civilizatório, em que se atreve a uma revisão crítica dos esquemas conceituais propostos pelos estudos clássicos de antropologia. Esboça uma nova visão acerca do desenvolvimento humano que gera forte impacto, haja vista não estar enquadrada nos esquemas teóricos tradicionais.

Darcy se queixa: “… nos faltava uma teoria geral, cuja luz nos tornasse explicáveis em seus próprios termos, fundada em nossa experiência histórica. As teorizações oriundas de outros contextos eram todas elas eurocêntricas demais e, por isso mesmo, impotentes para nos fazer inteligíveis. Nosso passado, não tendo sido o alheio, nosso presente não era necessariamente o passado deles, nem nosso futuro um futuro comum. (…) O processo civilizatório é minha voz nesse debate. Ouvida, quero crer, porque foi traduzida para as línguas de nosso círculo ocidental, editada e reeditada muitas vezes é objeto de debates internacionais nos Estados Unidos e na Alemanha. A ousadia de escrever um livro tão ambicioso me custou algum despeito dos enfermos de sentimentos de inferioridade, que não admitem a um intelectual brasileiro o direito de entrar nesses debates, tratando de matérias tão complexas. Sofreu restrições, também, dos comunistas, porque não era um livro marxista, e dos acadêmicos da direita, porque era um livro marxista. Isso não fez dano, porque ele acabou sendo editado e mais lido do que qualquer outro livro recente sobre o mesmo tema” (Darcy Ribeiro, in O Povo Brasileiro).

Seguindo a esteira de grandes pensadores da sociedade brasileira, desde a Semana de Arte Moderna de 1922, Darcy nos via na construção de uma civilização original: tropical, mestiça e humanista. Dos índios, segundo ele, herdamos a capacidade e o talento para o convívio; dos negros, a espiritualidade e a ação sobre o invisível e o não dito; dos europeus a tecnologia e racionalidade. Estaríamos prontos, pois, para ser uma das civilizações do mundo. Seriamos o novo, capaz, na medida em que tomássemos conhecimento de nós mesmos, de contribuir para o avanço histórico da humanidade.

“Nessa confluência, que se dá sob regência dos portugueses, matrizes raciais dispares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo, num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como uma etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial. Novo, inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa vontade de felicidade, num povo tão sacrificado, que alenta e comove a todos os brasileiros.” (Darcy Ribeiro, in O Povo Brasileiro).

O documentário desenvolve as teses darcinianas seguindo o roteiro do livro. Ao longo de sete capítulos, ele nos fala sobre nossas matrizes: tupi, lusa e afro. Aborda o encontro dessas matrizes e a estruturação do modo de vida, costumes e tradições: cabocla, caipira, crioula, sertaneja, e sulina. Por fim, discute os caminhos para o Brasil atual, ressaltando principalmente nossas homogeneidades (tais como a língua, comportamentos, etc.), e ao mesmo tempo, nossas diversidades. Mais do que uma junção de etnias formando uma outra, e única (a brasileira), o Brasil é um povo-nação, ajustado a um território próprio para nele, juntos, viver o seu destino. Suas gentes teriam se amalgamado, a princípio, pelo peculiar instituto do cunhadismo, originário da cultura indígena. Formaram um ser, “um ninguém” – o brasileiro primitivo, que teve de procurar o sentido de sua existência como ser diverso das culturas matrizes.

Para Darcy Ribeiro formamos a maior presença neolatina no mundo, uma “Nova Roma”. Melhor do que a anterior, porque radicalmente lavada em sangue índio e negro. Esta singularidade nos condena a nos inventarmos a nós mesmos. Também nos desafia a construir uma nova sociedade, inspirada nas nossas gêneses, despontando no cenário mundial com nossas próprias particularidades
Darcy acreditava que o Brasil estava diante de uma encruzilhada, a partir da reordenação do mundo globalizado, provocada pela terceira revolução industrial. Impaciente, via que poderiamos perder essa oportunidade, a exemplo do que aconteceu no século XIX – quando não nos industrializamos e permanecemos como exportador de matérias primas. Vem dai sua insistência na pauta prioritária da educação como mola motriz do nosso desenvolvimento, em uma época na qual dominar o conhecimento tornou-se o elemento decisivo no processo de emancipação de um povo.

Utópico no melhor da sua essência – movido por aquela utopia de que nos fala Karl Mannheim que é a incongruência perante a realidade – Darcy é uma das figuras mais fascinantes do século XX. Viveu plenamente suas utopias, não se importando se elas não se realizavam. Sua contribuição ao Brasil, até hoje pouco compreendida, pode nos dotar de uma proposta original. Abre caminho para participar de fato do novo cenário internacional. Exige que venham à tona do fundo de nossas humanidades, e num quadro de declínio de civilizações, novas formas de viver. Pacíficas, alegres e sábias, capazes de recompor a aliança do ser humano com a natureza e a criatividade. Darcy achava que, por nossa peculiar formação, nós seriamos seus arautos.

* Arlindenor Pedro é professor de história e especialista em projetos educacionais. Anistiado por sua oposição ao regime militar dedica-se na atualidade a produção de flores tropicais na região das Agulhas Negras.(Outras Palavras)
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