A solidão tem estado presente na vida de
muitos líderes cristãos
Por: Sibele Pistori
Farias
A solidão é
uns dos piores sentimentos que o ser humano pode adquirir,e por incrível que
pareça, esse mal tem estado presente na vida de muitos líderes cristãos.Um doloroso
sentimento que é despertado ao longo do ministério diante da grande responsabilidade que se
adquire ao ser uma referência espiritual.
O peso que cai sobre as funções
e responsabilidades de um líder cristão
faz com que perca amizades que pareciam-lhes sólidas devido à falsa imagem
que as pessoas fazem desses homens e mulheres. São vistos como pessoas que
não passam dificuldades,não tem fraquezas, não adquirem doenças e jamais sofrem
abalos emocionais. Tudo isso tem gerado uma vida solitária,
ao ponto de não encontrar ninguém para se desabafar, aconselhar ou pedir
ajuda na solução de seus problemas.
O resultado dessa solidão é
uma vida silenciosa,onde
futuramente essa quietude poderá se transformar em diversos problemas,incluindo
a área da saúde física e mental, como: infarto, pressão alta,
stress,depressão, esgotamento emocional entre outros. Essa figura de líder espiritual(pastores) gera, na visão das pessoas, um ser
que não pode falhar. Quase um semideus.
Sabe-se que ninguém
nasceu para ficar só e nem viver só.A solidão é inimiga mundial, pois atinge
todas as idades e culturas,um dos piores sentimentos existentes e perturbador
na vida de um ser humano.
Certa vez, ouvi uma pessoa
dizer que não se deve criar muito vínculo com um pastor(a),
ou chegar a criar laços de amizade, pois pastores vem e vão de
Igrejas,somente elas continuam no mesmo lugar. Uma visão egoísta,
fria sem maturidade para compreender que as melhores amizades são aquelas
das quais se encontram em alguém que oferece por amor, e, sem nada em
troca, um abraço amigo para chorar quando os problemas chegam, lábios para
aconselhar quando as coisas não vão bem com a família, ouvidos para ouvir
desabafos, e sabedoria para orientar, segundo a palavra de Deus, o melhor caminho a seguir.
O grande problema é que muitos
fazem do pastor(a) um personagem
santo que vê pecado em tudo ou que pode condenar (a qualquer
instante) por algum comportamento mal, e por isso, o afasta de
suas amizades, priva-o de um relacionamento mais amigável. Isso acontece
devido ao fato de idealizar a sua imagem como a de um ser que não tem vida
social ou não tem direito de tê-la, como um ser totalmente sagrado que
vive isolado dos pecados do mundo. É através desses
pensamentos, que o ministério silencioso cresce, e é dentro dele que
muitos pastores
e líderes se encontram só, mesmo estando cercado de pessoas.
e líderes se encontram só, mesmo estando cercado de pessoas.
A verdade é que todo ser
humano foi criado da mesma forma, e dotado dos mesmos sentimentos, todos têm limitações
em suas vidas, e em determinados momentos quando as crises aparecem,elas ficam mais evidentes. O abalo emocional está presente no
ser humano,não seria o pastor ou a pastora alguém excluído desses
sentimentos.
É por isso que infelizmente nos
dias de hoje, encontramos tantos pastores machucados
e desanimados
do ministério pastoral.
Viver uma vida silenciosa não
é fácil, procurar alguém em meio às crises para se aconselhar e não achar,
extremamente doloroso. E quando o líder espiritual chega a um limite e
desabafa, acaba tornando um grande problema na boca dos críticos.
Cabe ao cristão ampliar seu
autoconhecimento, mudar essa visão e entender que o líder é um ser
limitado que sofre problemas, que passa por enfermidades, que encara a
difícil crise financeira e que precisa de ajuda e conselhos.
Ajudar a quem ajuda é um ministério glorioso, pois leva a uma reflexão
de que todos são iguais, leva a entender a importância de ajudar os líderes e
principalmente de cuidar mais daqueles que cuidam. Oferecer um braço
amigo é respeitar a lei de Deus, do amor fraternal. Não existem líderes super-heróis, e
sim líderes super-humanos,com as mesmas limitações e
problemas.
Não dê ao seu líder um ministério
silencioso.













