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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pergunta: "Um cristão pode perder a salvação?"

Resposta:Antes de responder a essa pergunta, o termo “cristão” precisa ser definido. Um “cristão” não é uma pessoa que fez uma oração, foi para a frente do santuário ou cresceu em uma família cristã. Embora cada uma dessas coisas possa fazer parte da experiência cristã, não é isso o que “faz” um cristão. Um cristão é alguém que recebeu a Cristo através da fé e confiou nEle como o seu único Salvador (João 3:16; Atos 16:31; Efésios 2:8-9).

Então, com essa definição em mente, pode um cristão perder a salvação? Talvez o melhor jeito de responder a essa pergunta tão crucial seja examinar o que a Bíblia diz que acontece no momento da salvação e estudar o que perder a salvação significaria. Aqui são alguns exemplos:

Um cristão é uma nova criação. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; {criatura; ou criação} as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Esse versículo está falando de uma pessoa se tornando uma criatura completamente nova como resultado de estar “em Cristo”. Para um cristão perder salvação, a nova criação teria que ser cancelada e revertida.

Um cristão é redimido. “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:18-19). A palavra “redimido” (resgatado) se refere a uma compra sendo feita, um preço sendo pago. Para um cristão perder a salvação, Deus mesmo teria que revocar a Sua compra pela qual pagou com o precioso sangue de Cristo.

Um cristão é justificado. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Justificar” significa “declarar justo”. Todo aquele que recebe a Jesus como Salvador é “declarado justo” por Deus. Para um cristão perder salvação, Deus teria que voltar com a Sua palavra e “des-declarar” o que tinha previamente declarado.

Um cristão tem a promessa da vida eterna. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A vida eterna é uma promessa de eternidade (para sempre) com Deus no Céu. Deus promete: “acredite e você terá vida eterna”. Para um cristão perder salvação, a vida eterna teria que ser retirada. Se um cristão tem a promessa de que viverá para sempre, como então Deus pode quebrar essa promessa e retirar a vida eterna?

Um cristão tem a garantia da glorificação. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8:30). Como aprendemos em Romanos 5:1, a justificação é declarada no momento de fé. De acordo com Romanos 8:30, a glorificação é garantida a todos que Deus justifica. Esse termo se refere a um cristão recebendo um corpo de ressurreição perfeito no Céu. Se um cristão puder perder a salvação, então Romanos 8:30 está errado porque Deus não pode garantir a glorificação para todo aquele que Ele predestinou, chamou e justificou.

Muitas outras ilustrações do que ocorre no momento de salvação podem ser compartilhadas. Até essas poucas que compartilhamos, no entanto, deixam bem claro que um cristão não pode perder a sua salvação. A maioria, se não tudo, do que a Bíblia diz que acontece com uma pessoa quando ela recebe a Jesus Cristo como Salvador seria eliminado se a salvação pudesse ser perdida. A salvação não pode ser revertida. Um cristão não pode deixar de ser uma nova criatura. A redenção não pode ser desfeita. A vida eterna não pode ser perdida e ainda ser considerada eterna. Se um cristão pudesse perder a salvação, Deus teria que voltar com Sua palavra e mudar de ideia – duas coisas que a Bíblia diz que Deus nunca faz.

As objeções mais frequentes à crença de que um cristão não pode perder a salvação são as seguintes: (1) o que dizer sobre aqueles que são cristãos e estão vivendo continuamente em um estilo de vida imoral? – e – (2) o que dizer daqueles que são cristãos mas no futuro chegam a rejeitar a fé e negar a Cristo? O problema com essas duas objeções é a suposição “são cristãos”. (1) A Bíblia diz que um cristão verdadeiro não vai viver continuamente em um estilo de vida imoral (1 João 3:6). (2) A Bíblia declara que qualquer um que abandone a fé está demonstrando que ele/ela nunca foi um cristão verdadeiro (1 João 2:19).

Não, um cristão não pode perder a salvação. Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Nada pode remover um cristão da mão de Deus (João 10:28-29). Deus está disposto e é capaz de garantir e manter a salvação que nos prometeu. Judas 24-25: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A arte de fazer perguntas, Rob Bell propaga o universalismo

Uma das formas de transmitir uma ideia e fazer a outra pessoa achar que a ideia é dela ou fazê-la considerar uma ideia oposta as suas é apresentar a nova ideia através de perguntas. Perguntas direcionadas. Isso é uma arte. 

Pode ser usada para o bem e para o mal. Rob Bell, famoso pelos seus vídeos da série Nooma, já há muito tempo provou que é um mestre na arte de fazer perguntas. 

Mas infelizmente, ele tem usado essas perguntas para lentamente, desconstruir as crenças básicas do cristianismo e propagar o universalismo (crença que no final das contas, todos serão salvos, não importa suas crenças). Veja abaixo um vídeo promocional do novo livro de Rob Bell, Love Wins (O Amor Vence). Preste bastante atenção. 

Veja que, através de uma série de perguntas, Rob Bell coloca em cheque duas doutrinas básicas e importantes do cristianismo: punição eterna dos perdidos e salvação pela fé em Cristo. 

Veja o vídeo legendado:


Eu tenho uma amiga que gosta muito de Rob Bell. Ela assistiu os vídeos do Nooma e adorou. 

Fiquei triste quando soube disso, mas não esperava nada de diferente, já que ela tem um conhecimento bíblico mínimo e normalmente decide se algo é correto ou não pela sensação que causa e não pelo que está nas Escrituras. Rob Bell é bom em manipular as emoções. 

Mas não é o único. Leia abaixo um texto que Jeremy Grinnell, professor de teologia sistemática, escreveu em resposta ao vídeo promocional de Rob Bell. Através de uma série de perguntas, também é possível minar a propaganda universalista e apelar para as emoções para mostrar que um Deus que é amoroso, mas não aplica justiça, não pode ser confiável. Seria um irresponsável. E é esse deus que Rob Bell quer propagar.

Na verdade, uma cuidadosa leitura de João 3:18 a 21 seria o bastante para mostrar, a partir do texto bíblico, que o universalismo é um desvio doutrinário.

Abaixo, o texto em resposta a Rob Bell:

Muitos anos atrás eu estava passeando por um museu do holocausto e estava muito emocionado pelas imagens de sofrimento e brutalidade humana que eu vi por lá. E quase no final do passeio, em uma parede estava a foto de Hitler em pé na frente da Torre Eiffel em Paris. Eu e muitos que estavam comigo fomos atingidos pela idéia de Hitler aproveitando as belezas de Paris enquanto, no mesmo momento, uma das maiores atrocidades que o mundo já viu estava sendo levada a cabo pelas suas ordens.

Mas aparentemente, nem todo mundo viu da mesma forma.Em algum momento nesse dia, alguém colocou uma nota manuscrita na foto, e na nota estava escrito: “tudo bem, porque Deus perdoou Hitler também.”

Deus perdoou ?Ele perdoou?E alguém sabe disso com certeza?E teve a necessidade de contar para o resto de nós?Será que a pessoa mais maldosa e impenitente do mundo, sendo o que ele era, ainda assim consegue ir para o céu?

E em relação à aquelas pessoas que não são tão ruins quanto ele – molestadores de crianças, racistas, traficantes.

E o resto de nós que só gritamos com nossos filhos, fechamos as pessoas na rodovia e sonegamos algum imposto?O que faz o nosso mal menor e o de Hitler maior?É o número de pessoas que você machuca? Ou o quanto você os machuca? Ou se alguém sabe? Ou se você tinha intenção ou não?E se por acaso você foi a pessoa molestada ou seus entes queridos foram mortos por causa de sua etnia?
E então tem a pergunta por trás da pergunta. A verdadeira questão... Como Deus é?

Por que milhões e milhões aprenderam que a principal mensagem do evangelho de Jesus Cristo é que Deus está disposto a perdoar todo mundo não importa quem sejam ou qual maldade tenham cometido contra o resto de nós.

Então o que é sutilmente entendido e ensinado é que Deus está disposto a perdoar os causadores de maldade, não importa se suas vítimas viram justiça ou não. Esse Deus está disposto a deixar passar coisas que nós não devemos deixar.

Mas que tipo de Deus é esse?Pode um Deus tão desinteressado em justiça ser bom?Como esse Deus pode ser confiável?Como isso pode ser... boas... novas? É por isso que tantas pessoas não querem ter nada a ver com a fé Cristã.Eles vêem tudo isso como uma lista de absurdos e inconsistências e dizem “por que eu iria querer fazer parte disso?”

Veja que o que acreditamos sobre o céu e o inferno é incrivelmente importante porque expõe o que acreditamos sobre quem Deus é e como Deus é.O que você descobre na Bíblia é tão surpreendente e inesperado e belo que, seja lá o que for que aprendemos ou fomos ensinados, as boas novas são bem melhores do que podemos imaginar.

As boas novas são pura e perfeita justiça, sem acusações erradas, sem punição que não corresponde ao crime, sem motivos escondidos, sem dor e sofrimento não relacionados. Mas a verdadeira compensação para todos que já foram machucados ou traídos.
As boas novas são que “a justiça vence”.

“Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus”. (João 3:18-21)

sábado, 27 de outubro de 2012

Pergunta que os evangélicos não querem responder

Mentiras em igrejas
Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como “paixão”, “fogo”, “glória”, “poder” e “unção” vendem muito mais CDs do que “graça”, “misericórdia” e “perdão”?

Por que aqueles que mais falam sobre “prosperidade” evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como “ajudar os domésticos na fé” e “não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade”? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra “amarrar o espírito de perseguição”, pra “repreender a potestade de Roma”, ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos creem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como “rios de unção” e “chuvas de avivamento”, ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é “espírito ruim” das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os “espíritos ruins” já foram “amarrados” uma vez, por que todo ano eles precisam ser “amarrados” de novo?

Por que se canta todos os dias “Hoje o meu milagre vai chegar”? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de “hoje”?

Por que Jó não cantou “restitui, eu quero de volta o que é meu”, nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de “campanha de libertação” quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, “doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor”? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais “atos proféticos”? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma “pregação” que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 (“o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda”) é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 (“somos considerados como o lixo do mundo”) ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?
Eu só queria saber…

Fonte Púlpito Cristão
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